O TDAH é um transtorno que leva a problemas em todos os aspectos da vida da pessoa e daqueles que convivem com o mesmo. Acarreta problemas sociais, afetivos, de auto-imagem, ansiedade, dificuldades de relacionamento, agressividade global, impulsividade e grave desatenção com consequências na relação com os amigos, mais desavenças com os irmãos, mais acidentes, risco maior de gravidez na adolescência, separação conjugal, abandono afetivo por causa do comportamento “difícil” sendo preterido pelos pais em detrimento dos irmãos mais focados e controlados além de muitas pesquisas já mostrarem que esta população tem mais risco de obesidade, mais cáries, maior risco de suicídio e oito vezes mais chance de não atingir o diploma universitário ou plenitude na carreira profissional. E onde entra a escola nisto??
Uma outra pergunta que sempre surge é a seguinte:
Professor quer induzir ao diagnóstico do TDAH?
O professor não induz ao diagnóstico caso saiba profundamente o que é e como encaminhar estas crianças. O problema é a falta de informação que ainda impera neste meio inclusive induzida por secretarias de educação que impedem a atualização, a circulação de profissionais especialistas entre os educadores e a veiculação de informações desencontradas sobre o TDAH e seu tratamento (repletas de preconceito e ojeriza pelo assunto). Além disto, por não existir leis e marcos regulatórios nem sequer equipes especializadas em conjunto com as escolas, o professor, desprovido de como agir, no desespero, encaminha estas crianças sem qualquer preparo ou modo preventivo de agir com eles dentro de sala de aula. Depois do diagnóstico, continuam sem saber o que fazer pois, a prinicípio, o TDAH “não existe”.
Texto escrito por: Dr. Clay Brites, Mitos e verdades sobre o TDAH.
